quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Relações do resumo do TCC com algumas contribuições das interdisciplinas...

Resumindo meu TCC, temos algumas relações com as contribuições das interdisciplinas de todo o curso, mesmo que indiretamente:

O presente trabalho originou-se da curiosidade referente à existência da aprendizagem na brincadeira livre, assim como a postura do professor durante o momento brincar. Com embasamento nas idéias dos teóricos Kishimoto, Fortuna, Gioca, Moyles e colaboradores, e a análise das atividades realizadas com o pré – escolar (5 anos) durante meu estágio curricular foi possível compreender esses aspectos.
A partir desse estudo pude compreender que o termo brincadeira refere-se à ação espontânea da criança, fazendo com que ela realize a atividade com prazer. Pois, ela sente-se livre da pressão do ambiente, tornando-se sujeito ativo, de maneira em que ela determina os acontecimentos espontaneamente, fugindo assim do controle dos adultos, das regras estipuladas por eles.
Comprovando então, a importância do brincar para o desenvolvimento dela, uma vez que através dele a criança demonstra: distintos comportamentos como: medos; idéias; sentimentos; interage com outras crianças e adultos, desenvolvendo a cooperação e relação social; desenvolve a imaginação, limite; expõe suas inseguranças, realidade de vida, isto é, a brincadeira oportuniza a criança a exploração de suas habilidades ao mesmo tempo em que testa seus limites.
É nesse sentido que Fortuna afirma: “Brincar, então, é um meio de compreender e relacionar-se com o meio” (2000, p. 6). A autora afirma também que sendo aprendizagem apropriação do novo e o brincar apropriação da realidade por meio da representação, a brincadeira torna-se análoga a aprendizagem.
Como muitos educadores têm visto o brincar como perca de tempo e/ou repetitivo Smith (2006) nos traz formas de encorajamento do brincar, podendo o educador dar início a brincadeira (dramatização/faz – de – conta); participar ativamente de o momento brincar; fazer comentários durante a dramatização; ou ainda ajudar a encenar papéis; o importante mesmo é o professor disponibilizar distintos materiais incentivando a criança a buscar o novo, explorar o desconhecido, porém, com muito cuidado para não destruir o interesse da criança nesse momento.
Este autor ainda afirma que o educador torna-se o apoio do aluno (scaffolding), no qual sua tarefa se concretiza em dirigir a atenção do educando para aspectos relevantes da situação em questão; ajudar a criança a dividir a tarefa em partes menores facilitando a compreensão, assim como executá-la. Resumidamente scaffolding consiste em orientar a criança no desenvolvimento do brincar por parte e grau de complexidade.
Essa intervenção pode ser realizada em pequenos ou grandes grupos, tornando necessária a atenção redobrada do professor para o surgimento de duas dificuldades de aprendizagem por repetição: 1) apesar de facilitar para o professor em termos de economizar tempo, trabalhar em grande grupo, principalmente, o nível de desenvolvimento das crianças será variado (ZPD), tornando a atividade mais fácil para uns e difícil para outros; 2) aprendizagem por repetição é como se apresentasse a criança um modelo a ser seguido, podendo se perder grande participação espontânea da criança nesse momento.
Portanto, para que essa intervenção adulta aconteça é fundamental que o educador conheça seus alunos, podendo assim, adequar sua intromissão ao nível de desenvolvimento em que cada criança se encontra. Essas formas de encorajamento do brincar são fundamentais inclusive para auxiliar o desenvolvimento da criança que não apresenta inicialmente essa forma de brincar.
Então, o papel do professor seria de incentivar a criança a escolher uma atividade em que lhe desperte interesse, curiosidade, planejá-la, executá-la e refletir sobre os resultados, sendo ela a autora da ação, ampliando seu brincar, sem cair na repetição (SMITH, 2006).
Dessa forma, na brincadeira a criança cria um elo entre a realidade e a fantasia, ajudando-a a adaptar-se mais facilmente a ambientes desconhecidos assim como aceitar ou compreender situações desagradáveis, de maneira lúdica, divertida. Conseqüentemente, podemos dizer que através do brincar a criança se desenvolve e compreende o mundo que a cerca. Logo, o brincar oportuniza a apropriação de conceitos, desenvolvendo a autonomia.

Reflexão sobre a revita nas interdisciplinas estudadas durante o curso...

Refletindo sobre o trabalho realizado até agora durante o eixo 9 na interdisciplina de seminário integrador, que nos fez revisitar as interdisciplinas passadas, posso dizer que foi um ótimo exercício. Pois, através desse trabalho pude identificar várias etapas importantes vividas durante o curso em que me auxiliaram muito na construção do TCC, mesmo que indiretamente, por exemplo:
- A questão da organização do tempo, em que foi fundamental para a realização do TCC;
- As angústias no
início do TCC: saber como iniciar; como definir a questão problema, os conceitos; que autores seguir; quais títulos e subtítulos definir...
- O papel do professor como o
mediador do conhecimento (construtivismo), e não detentor do saber;
-
Os estágios de desenvolvimento cognitivo descritos por Piaget, onde entra o faz- de- conta que norteia meu TCC, assim como o improviso, os movimentos expressivos, nesse faz – de – conta, fazendo-se presente os jogos teatrais.
- A
ludicidade, a qual não se refere apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo, ao prazer de realizar a atividade em si, são ações vividas que despertam vários sentimentos, ou seja, deixou de ser o simples sinônimo de jogo, não importando o resultado do mesmo e sim a ação em si.
-
Evidências, argumentações e definição de conceitos, os quais são fundamentais em qualquer trabalho, pois é baseado nesses que conseguiremos defender o que acreditamos.
-
Aprendizagem cooperativa, trata-se de uma estratégia em que o professor dispõe os alunos em grupos de trabalho, organizando-os na base da heterogeneidade das suas habilidades (por exemplo, juntando alunos com dificuldades numa determinada área com alunos mais habilidosos no assunto em questão);
Enfim, são várias as aprendizagens adquiridas durante o curso que facilitaram a construção desse trabalho tão importante que é o TCC. Aprendizagens em que me permitiram refletir sobre minha
prática pedagógica, referenciando as teorias estudadas.
Portanto, acredito que apesar do susto no início do semestre quando a professora Eliana falou em voltarmos a todas as interdisciplinas, em tão pouco tempo, valeu à pena, foi muito produtivo, um exercício que realizei também para a construção do meu relatório de estágio e que não me arrependo.

domingo, 31 de outubro de 2010

final da análise do eixo 8...material empírico para o TCC...

Outra atividade em que também começou direciona e por fim livre foi a das lâminas da alimentação. Primeiro contei as crianças uma historinha sobre alimentação (tema trabalhado na semana), depois, cada criança recebeu uma lâmina de retro – projetor para realizarem um desenho livre.
Nessa atividade eu não deveria ter lido a história para as crianças antes de realizarem os desenhos, pois assim acabei influenciando-as na hora de desenharem, algumas até tentaram imitar a história lida. E como vimos no decorrer desse trabalho, o professor deve orientar, porém, tomando todos os cuidados necessários para não influenciar a criança.
A apresentação do trabalho foi um momento de socialização muito produtivo, já que as crianças interagiram umas com as outras, favorecendo as habilidades de linguagem e o desempenho de papéis (Smith, 2006).
“Os desenhos me permitiram perceber que os alunos entenderam a história sobre alimentação, inclusive um dos desenhos me chamou atenção, pois a aluna desenhou uma geladeira; dentro de um círculo os doces e em outro as frutas, perguntei por que ela havia desenhado os alimentos em grupos separados e porque desenhou uma geladeira, me respondeu que é porque não podemos comer tudo junto, os doces têm que ser depois do almoço, de sobremesa. E a geladeira era porque as frutas duram mais se tiver na geladeira.” Esse trecho demonstra a presença de aprendizagens, assim como a imaginação em desenvolvimento e a relação com a realidade.
Já a aluna J. desenhou uma casa e na hora de apresentar seu trabalho para os colegas explicou que os alimentos estavam dentro da geladeira e que a geladeira estava dentro da casa, por isso não dava para ver, isso nos comprova o quanto as crianças mesmo trabalhando juntas, desenvolvem sua própria vontade, a interpretação dos fatos é individual.

Continuação da análise do eixo 8...material empírico...

Ressalto ainda que materiais diferentes chamam a atenção das crianças, como no caso da menina que levou o violão para escola, por não ser um brinquedo comum em sala de aula, a atenção das crianças ficaram Presas nesse objeto.
O trecho a cima comprova o que diz Smith (2006), o professor deve estimular a criança a brincar de diversas maneiras e distintos materiais, pois isso desperta a curiosidade da criança fazendo com que ela seja o sujeito da ação, interagindo com os outros e com o meio.
Também a massinha de modelar era um objeto em que as crianças adoravam brincar, criavam carrinhos, bonequinhas, frutas, corações, panelinhas... Essa brincadeira desenvolve a coordenação motora, a criatividade, na presença do lúdico, por meio do faz – de – conta, que é fundamental para o desenvolvimento da criança, pois através dele a criança expõe seus medos, inseguranças, desejos, experiências, situações em que vivencia, criando uma ponte entre realidade e fantasia.


Já a atividade dos dedoches foi inicialmente planejada, direcionada, em relação à confecção dos mesmos, pois meu objetivo inicial era fixar bem os amiguinhos dos dentes, proporcionando um diferente material para os alunos brincarem.
Pois, o professor deve oferecer diferentes materiais e situações de ensino que coloque o pensamento da criança em ação, para que ela sinta-se livre para criar e recriar, construindo assim seu conhecimento através de sua participação/ação (KISHIMOTO, 1996).
As histórias de encenação criadas pelas crianças sobre os dentes, visita ao dentista, acabar com a cárie, comprovaram a aprendizagem adquirida além, de explicitarem também o quanto trazem para a brincadeira/o faz – de – conta, o que aprendem nos ambientes em que convivem.
Dessa forma, puderam aprender de forma lúdica, divertida, demonstrando sentimentos como alegria, tristeza (durante as histórias criadas), enquanto socializavam conhecimentos.
Nessa experiência minha postura como professora foi à compreendida por Smith (2006) como orientação verbal, a qual consiste em o educador ajudar as crianças a criarem e encenarem papéis através de comentários e sugestões durante a brincadeira.

Analisando o eixo 8...

Analisando o eixo 8, em que foi realizado o estágio curricular e aproveitando o questionamento da Rô na minha postagem do dia 12 de setembro referente ao material empírico que utilizaria em meu TCC, e ao relacionamento dele com a brincadeira, destaco aqui algumas experiências do estágio relacionadas com a teoria a respeito da importância da brincadeira livre e a atitude do professor durante a mesma:

No dia do brinquedo (semanas 26 a 30/04 e 24 a 28/05), momento totalmente livre na sala de aula, o aluno V. estava brincando com seu caminhão que trouxe de casa e me perguntou como se escrevia caminhão, então com o alfabeto móvel, perguntando se ele conhecia alguma letra que era utilizada para escrever essa palavra, fui montando o nome no chão.
Conforme, montávamos as letras, o menino foi relacionando a algo que ele sabia que continha aquela mesma letra, por exemplo, a letra C era a mesma do nome da mamãe Carolina (nome fictício).
Nesse momento, fazem-se presente as idéias de Smith (2006) referentes ao scaffolding, as quais consistem em dirigir a atenção do aluno para a construção da palavra, dividir a tarefa em uma seqüência de tarefas menores (formular a palavra por partes) e o educador ajudar a criança a executar essa seqüência.
Desta forma, o Scaffolding consiste em ajudar/orientar/incentivar a criança durante as atividades por parte e grau de complexidade, por exemplo, alguém que está dando uma aula de dança utilizará aprendizagens por repetição usando primeiro passos mais simples e assim aumentando o desafio, a complexidade.
Como nos ressalta SMITH (2006), o momento brincar também nos oportuniza a construção de conceitos através do desenvolvimento cognitivo, logo, nesse período, minha atitude como educadora diante a curiosidade do aluno, foi ao mesmo tempo em que ajudá-lo a explorar o conhecimento em que já possuía em relação às letras, formar o nome do seu brinquedo, contribuindo para que ampliasse o conhecimento existente. Pois conhecendo o nível de desenvolvimento do meu aluno pude adequar minha participação ao nível exato do desenvolvimento dele, dirigindo sua atenção para aspectos relevantes no momento. (Smith, 2006).
Quando as crianças se aproximaram do menino V. também relacionando as letras com palavras conhecidas para eles, assim como o nome de outros brinquedos ali existentes, comprovamos a idéia de Fortuna (2000), “imitar a ação do amigo é uma forma de aproximar-se afetivamente dele, é imitando sem pedir permissão para entrar na brincadeira que as crianças, fazem o princípio dos jogos”.
Conseqüentemente, quando a criança relaciona o nome do seu brinquedo aos objetos reais, e as letras existentes em outras palavras conhecidas, percebemos que ela estabelece relação ao mundo que a cerca através da brincadeira, que mexe com os sentimentos, a imaginação, as dúvidas e as certezas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Postagem referente ao eixo 5 e 7 - Relação entre PA e TCC....

Revisitando as interdisciplinas do eixo V, encontrei o seminário integrador V, no qual estudamos como sucede um projeto de aprendizagem: o ponto de partida da pesquisa, as certezas provisórias, as dúvidas temporárias, o plano de ação, o mapa conceitual, ou seja, o projeto de aprendizagem como um todo. Esse projeto foi também melhor estudado/esmiuçado no eixo VII, na interdisciplina de seminário integrador VII.
O projeto de aprendizagem assemelha-se a construção de um TCC, principalmente a respeito da questão central, a qual não deve ser muito ampla, nem muito específica, porém, clara.
Eu precisei reformular minha questão inicial muitas vezes até chegar à questão desejada, por exemplo: (versão inicial) A brincadeira livre influencia no desenvolvimento da criança de pré-escola? A aprendizagem na brincadeira direcionada ou livre na pré-escola no momento da roda. Sala de aula será lugar de brincadeira livre? A ludicidade presente na educação infantil é desencadeadora de aprendizagens? Há aprendizagem na brincadeira livre? Há aprendizagem na brincadeira livre na pré-escola? A brincadeira livre desencadeia aprendizagens? A brincadeira livre desencadeia aprendizagens na pré- escola? É possível pensar que a brincadeira livre leva a uma aprendizagem que possibilita autonomia? A aprendizagem direcionada possibilita a construção da autonomia? Ela não coloca um papel demasiado diretivo ao professor? A brincadeira livre na sala de aula da educação infantil permite a construção de aprendizagens? (versão final).
Outra semelhança são os conceitos, tanto no projeto de aprendizagens quanto no TCC, precisei definir e descrever os conceitos existentes em uma frase ou texto (brincadeira livre, jogo, desenvolvimento da autonomia, a relação com o outro, enfim, no momento me parece que tudo gira em torno da ludicidade), já que esses ajudam a dar rumo à pesquisa, contribuindo na construção do conhecimento sobre o assunto em questão.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eixo 1 e 4...

Revisitando os eixos 1 e 4, encontrei as interdisciplinas de seminário integrador I, seminário integrador IV e Escola, projeto político pedagógico , que me fizeram recordar a importância do do despertar do professor, isto é, a importância de nós professores questionarmos nossos alunos, estimulando-os a buscarem um determinado conhecimento que querem obter. Muitas vezes, talvez por ser mais cômodo ou por medo dos questionamentos dos mesmos preferimos dar a resposta “pronta”, a qual não despertará neles a curiosidade de ir além; em vez de incentivá-los a pesquisarem, criarem suas próprias hipóteses e conclusões.
Do mesmo modo, essa interdisciplina fez com que eu refletisse sobre a importância de não influenciarmos nossos educandos com nossas opiniões, já que fazemos muitas vezes com que eles pensem da mesma maneira que nós, se espelhando assim no professor.
Complementando, ressalta a autora Íris Temple Costa e Beatriz Corso Magdalena do texto: Qual é a questão? “nós professores estamos acostumados a pensar pelos alunos – antecipamos tudo o que ele pode ou deve saber, definimos os problemas, os objetivos e as soluções e temos um tempo preestabelecido para as atividades.”
Assim, devemos nos avaliar, passando pela desestruturação e reestruturação de argumentos e de posições, auxiliados pelas questões colocadas pelos alunos para que possamos atingir o desenvolvimento da inteligência e da construção de novos conhecimentos.
Nesse sentido, faz-se necessário um mediador que valoriza as diferentes aprendizagens das crianças; que vê a criança como sujeito ativo, que compara, reformula hipóteses, cria, recria, transforma de acordo com seu nível de desenvolvimento.
Pois o professor deve ser apenas mediador, abrindo novos caminhos mediante questões desafiadoras.
Como lembra o autor Kishimoto,
“Sabe-se, hoje, que o desenvolvimento intelectual não consiste em acumular informações, mas, sim, em reestruturar as informações anteriores, quando estas entram num novo sistema de relações. O conhecimento é adquirido por um processo de natureza assimiladora e não simplesmente registradora (Kishimoto, P.94).”
Sendo assim, esses estudos me fizeram perceber a importância de valorizarmos as questões/curiosidades de nossos alunos, reorganizando assim a minha prática docente. Passei então a “questionar para desestabilizar, para provocar discussões, reflexões, análises e críticas passam a ser entendidas, também, como essenciais para preparar o que chamamos de CIDADÃO.” Como cita Beatriz Magdalena e Íris Costa no texto: O que é isto? Página 4.
Logo, destaco que a postura do professor como mediador/questionador/estimulador do conhecimento institui relação com meu TCC.

Revisitando o eixo 3...

Na revisita ao eixo 3, me chamou atenção a interdisciplina de Teatro e Educação, a qual me oportunizou reflexões sobre o teatro e seu próprio corpo de conteúdos (por exemplo, coordenação motora, raciocínio, expressão corporal, movimento estático, improvisação...), ou seja, o ensino artístico com caráter epistemológico, como ressalta, Cleusa Machado no texto “Aula de Teatro é Teatro?”.
Enfatizo, teatro engloba as mais diversas expressões corporais (movimentos, gestos), agrupamento, emoção, além de auxiliar no desenvolvimento de atividades no próprio processo de ensino e em compreensão de conteúdos das demais disciplinas.
Outro fato que me chamou a atenção no texto citado a cima de Cleusa Machado foi quando a autora citou que “o princípio gerador do fenômeno teatral é a intencionalidade, pois para o teatro acontecer é preciso que haja uma intenção ou uma vontade que faça produzir um parecer ser”, isso acontece na maioria das vezes em nossas práticas uma intenção ao desenvolver as atividades.
Segundo Cleusa Machado, em uma aula de teatro faz-se muito o uso do improviso, jogos teatrais e dramáticos e movimentos expressivos, já que temporariamente, institui-se um espaço que não é a vida real, produz-se uma realidade assume-se outras personalidades, assumindo gestos e movimentos que não são do seu cotidiano, desenvolvendo a criatividade e a livre expressão.
Logo, explica a autora “Ana Carolina Muller Fuchs” no texto “Formas de abordagem dramática na Educação”, que o “aluno-ator reconstrói uma nova forma de agir em cena e pensar, fazendo relações entre o mundo cotidiano e a cena, construindo uma nova maneira de representar e refletir sobre suas ações e o ambiente em que vive”.
O improviso é de suma importância no teatro, porque consiste em compor uma cena sem preparo ou combinação prévia, é algo inventado no calor da ação pelo ator no presente momento do fazer teatral.
Os jogos teatrais é um sistema de aprendizado da linguagem teatral, trazendo para o plano material o que há no plano das intenções, imagens, sensações e pensamentos. Jogos dramáticos envolvem a experiência com o corpo e a vivência de uma situação imaginária.
Três elementos fundamentais para construir o ato teatral, segundo Guinsburg, são: texto (conjunto de elementos aos quais são atribuídos um significado e, portanto, possíveis leituras e não só o texto dramático); o ator (indivíduo que concretiza um determinado papel, assumindo uma outra personalidade, desempenhando atitudes, gestos e movimentos que não são do seu cotidiano e sim criados, inventados para o ato teatral); público (espectador, pois somente quando alguém assisti se completa a ação teatral).
Ana Carolina Muller Fuchs cita no texto “Formas de abordagens dramáticas na educação” que, é preciso ter muito cuidado nas apresentações de espetáculos, por parte dos alunos, pois crianças muito pequenas que ainda não construíram relações de público e platéia, podem criar uma noção distorcida do fazer teatral, ou inibindo-se e sentindo-se constrangidas pelo momento ou criando um comportamento exibicionista.
Resumidamente podemos dizer que o evento teatral é o encontro de alguém que comunica algo e outro que aceita e assisti.
Ainda segundo a autora Ana Carolina Muller Fuchs:
“[...] o jogo promove uma liberação emocional e o autoconhecimento. O jogo dramático se caracteriza pela livre expressão, por um discurso espontâneo que é cada vez mais desenvolvido pela improvisação e interpretação [...]”.
A partir deste, compreendi que jogo dramático não abrange somente as dramatizações de histórias, mas sim as brincadeiras e jogos, além dos mais variados jogos dramáticos. É praticamente impossível falar de jogos dramáticos, contação de histórias, artes, literatura, música sem destacarmos também a ludicidade na sala de aula, como proporcionarmos estas atividades sem falarmos do prazer que a criança sentira em ser o sujeito ativo da ação? Como não relacioná-las a seus sentimentos e suas concepções?
Desse modo, o papel do professor passa a ser mediador, isto é, orientar a atividade de forma que o aluno aprenda com prazer, mediando para que se tenha um equilíbrio entre o cumprimento da proposta pedagógica e o desenvolvimento do processo de aquisição de conhecimento do aluno de forma lúdica.
Para ocorrer o teatro é preciso em primeiro âmbito que a criança tenha espontaneidade para realizar a atividade, e que ela sinta prazer de viver o aqui - agora, liberando sua criatividade, pois os jogos cênicos são feitos e construídos a partir desta.
Conseqüentemente, afirmo que se podem construir conhecimentos através dos jogos dramáticos ou das expressões corporais, porém, para isso é necessário o fazer de conta, a fantasia, o sonho, o encantamento da criança, para o desenvolvimento da mesma e assim proporcionar-lhe o devido prazer, desenvolvendo inclusive a autonomia.
Portanto, nos aspectos citados a cima, relaciona-se com meu TCC.

domingo, 12 de setembro de 2010

Revisitando os eixos 5 e 6...

Revisitando os eixos 5 e 6 do Pead, encontrei na interdisciplina de psicologia 2, os estágios de desenvolvimento cognitivo descritos por Piaget, os quais relacionam-se com o tema do meu TCC. Por exemplo, o estágio pré- operatório caracteriza-se pelo surgimento da função simbólica, a representação da realidade, o jogo simbólico, o faz-de-conta, o qual surge por volta 2/3 anos quando a criança começa a alterar o significado dos objetos, assim como expressar seus sonhos e fantasias e as regras implícitas que se materializam nos temas das brincadeiras.
Sendo assim, a brincadeira de faz-de-conta é importante para a criança, através dela a criança coloca-se num lugar de poder, como por exemplo, de super-herói que resolve os conflitos ajudando-a a construir sua autoconfiança, além de superar obstáculos da vida real, como adaptar-se em ambiente diferente, vestir-se, comer alimentos sem deixar cair, enfim, possui o controle que não possui na realidade, pois são submetidas às regras/controle dos adultos.
Porém, em relação ao papel de super-herói é também vista como incentivo a violência, enquanto, deveria ser considerada como numerosa oportunidade para a criança obter sentido de domínio, assim como benefício associado ao jogo dramático, pois ainda no faz-de-conta a criança aumenta suas habilidades lingüísticas, aprendem a solucionar melhor os problemas e desenvolver a cooperação, expõem seus medos, inseguranças, desejos, experiências, isto é, constroem uma ponte entre fantasia e realidade.

sábado, 4 de setembro de 2010

Revisitando o eixo 2...

Revisitando os eixos 1, 2 e 3 do pead, me chamou atenção a interdisciplina de psicologia I, onde falamos muito do construtivismo e do erro ter um papel fundamental para a aprendizagem das crianças, pude inclusive lembrar do meu projeto de estágio e arquitetura pedagógica, pois para realização do mesmo (estágio docente) utilizei todo meu conhecimento adquirido no trabalho, na vida pessoal, no Pead..., baseando em uma proposta construtivista.
Pois, segundo Piaget, o desenvolvimento ocorre de forma em que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores, ou seja, o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras, iniciando após o nascimento, já que adquirimos distintos conhecimentos na convivência com os outros durante nossa vida.
Procurei então, durante meu estágio, valorizar a experiência dos alunos, respeitando sua realidade, tempo de construção do conhecimento, ou seja, abrir espaço para que meu aluno interaja com meio e com o outro, tornando-se sujeito ativo nesse processo.
Logo, oferecendo a ele também a oportunidade de errar, pois o erro faz-se necessário para a construção do conhecimento, a partir dele surgem dúvidas, hipóteses, fazendo com que o indivíduo reflita. “O conhecimento resulta das interações que ficam a meio caminho entre o sujeito e o objeto, dependendo dos dois ao mesmo tempo e não havendo trocas entre formas distintas (PIAGET, 1990)”.
Piaget também diz que “a velocidade do desenvolvimento, no entanto, pode variar de um a outro indivíduo e também de um a outro meio social”, conseqüentemente, podemos encontrar algumas crianças que avançam rapidamente ou outras que avançam lentamente.
De tal modo, assumi o papel de orientador-mediadora oportunizando condições para que meu aluno participasse das aulas/atividades através do diálogo e cooperação (trabalhando também em grupo); facilitadora da aprendizagem, dando assistência a meus alunos sempre que precisaram, respeitando cada uma de suas especificidades, sua realidade, conhecimentos prévios, ou seja, tratando-os sem diferenciações, aceitando-os tal como eles são.
Por isso, procurei ainda trabalhar com materiais concretos, trazendo para sala de aula algo do interesse dos mesmos, pois como destaca Paulo Freire no vídeo “A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana” “aprende-se só quando o que se aprende é significativo para agente”.
Portanto, acredito ser fundamental valorizar a experiência/realidade do educando, a interação (professor X aluno X mundo), método ativo, no qual o aluno é sujeito ativo obtendo responsabilidades na construção de seu próprio conhecimento, desencadeando assim o desenvolvimento da autonomia.

sábado, 28 de agosto de 2010

Pergunta inicial para o TCC...

Passos iniciais do TCC:

Desenvolvi meu estágio com o pré-escolar (5 anos).

Durante meu estágio realizei uma atividade que considerei significativa, mas que também me desencadeou dúvidas sobre deixar ou não as crianças brincarem livremente em sala de aula, sobre a importância dessas no desenvolvimento da criança.
Como era dia do brinquedo (momento em que os alunos têm livre para brincar com brinquedos que trazem de casa) fizemos uma grande roda e com o alfabeto móvel montamos o nome de alguns deles e depois destacamos a letra inicial e final dos mesmos. Essa atividade tinha como objetivo conhecer as letras e escrita do nome de alguns brinquedos (já que foi pedida pelos alunos, curiosidade deles) e identificar e diferenciar a letra inicial da final.
A atividade foi interessante, todos queriam saber como se escrevia o nome do seu brinquedo. Um aluno até pegou uma folha e um lápis para copiar porque queria mostrar para mamãe em casa. Porém, me surgiu à dúvida sobre a importância de deixar as crianças brincarem livremente ou de direcionar as brincadeiras.
Então, voltei a meus trabalhos da interdisciplina de ludicidade, onde encontrei Tânia Fortuna e com base nela e nos estudos realizados sobre o brincar em sala de aula pude perceber que o termo lúdico não se refere apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo, ao prazer de realizar a atividade em si, são ações vividas que despertam vários sentimentos, ou seja, deixou de ser o simples sinônimo de jogo, não importando o resultado do mesmo e sim a ação em si.
Logo, pensando em brincadeira, brincadeira livre, jogo/regras, desenvolvimento da autonomia, a relação com o outro, enfim, a ludicidade, aproveitando a curiosidade surgida durante o estágio, defini minha questão inicial para o TCC: A brincadeira livre influencia no desenvolvimento da criança de pré-escola¿
A princípio para responder a questão inicial, pretendo explorar bastante a interdisciplina de ludicidade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Semana 07 a 12/06/10...

Na última semana de aula a atividade que mais me chamou atenção foi a do dominó, realizada da seguinte forma, com o objetivo de relacionar número e quantidade:
1º) Na grande roda levei uma peça de dominó grande, confeccionada por mim de papel cartaz, porém com as bolinhas da numeração móveis e as coloquei no centro da roda. Assim fui pedindo para os alunos que colocassem determinada quantia de bolinhas na peça de dominó, outros retiravam a quantia que eu pedia e outros ainda contavam no total (os dois lados da peça de dominó).
2º) Jogamos dominó da seguinte maneira:
Entreguei uma peça para cada aluno uma deixei no centro da roda, então eles tiveram que relacionar a quantidade da peça do centro da roda com a que tinham em mãos para saber de quem era a vez de jogar, quem tinha a peça a ser encaixada ali. Foi bem interessante, pois os alunos somavam a quantia total de bolinhas para encaixar sua peça, por exemplo, o aluno V. tinha na mão a peça dois e dois, então a encaixou na peça do centro da roda que havia 4 bolinhas.
3º) Realizaram a atividade em folha/Xerox, onde eles deveriam escrever a quantidade de bolinhas existentes em cada lado da pedrinha do dominó, alguns alunos em vez de somar cada lado separadamente somaram a quantia total de bolinhas existentes em cada pedra do dominó.
Depois, a atividade onde eles deveriam desenhar em cada pedra de dominó a quantidade de bolinhas indicadas, nessa atividade os alunos desenhar conforme o solicitado.
Posso então dizer que alcancei meu objetivo, de os alunos relacionarem número e quantidade, pois mesmo os alunos que somavam os dois lados da pedrinha estavam relacionando o número e a quantidade e percebi que alguns alunos já estão somando.
Nessa aula podemos perceber claramente que as crianças estão na fase pré – operatório, pois se encontram em um mundo de fantasia onde os primeiros sinais simbólicos começam a surgir para após então elaborar o raciocínio lógico.
Segundo Piaget (2002), o pensamento da criança, nesse estágio, não se constitui por logicidade, no caso do dominó, elas centram seu pensamento em apenas um aspecto do fato observado, o de relacionar o número a quantidade, ou seja, juntar a peça com a mesma quantidade de bolinhas.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Escrever espelhado...

Semana passada estava com uma grande dúvida sobre corrigir a criança que escreve espelhado, agora sei que estudos realizados por Emilia Ferreira revelam que isso não trará problemas no desenvolvimento da criança, pois ela ainda está construindo seu conhecimento e se encontra na fase definida por Piaget como pré-operatório, na qual umas características é a irreversibilidade do pensamento. Nas palavras de Kesselring (1990, p. 6), “a criança não consegue reverter relações (como na relação direito-esquerda ou da relação ao oeste de...)” que para ela são absolutas. Ou seja, a criança não consegue “percorrer um caminho cognitivo (seguir uma série de raciocínios, uma série de transformações num determinado evento, etc.) e então inverter mentalmente a direção, para reencontrar um ponto de partida não modificado” (FLAVELL, 1975, P. 161).

sábado, 29 de maio de 2010

SEMANA 24 A 28/05...

Essa semana realizei a seguinte atividade que me chamou atenção e me deixou algumas dúvidas:

Como era dia do brinquedo, na grande roda, com o alfabeto móvel, escrevemos o nome alguns brinquedos trazidos pelas crianças e destacamos a letra inicial e final. Foi interessante, todos queriam saber como se escrevia o nome do seu brinquedo. Um aluno até pegou uma folha e um lápis para copiar porque queria mostrar para mamãe em casa.
Então, estou pensando em no próximo dia do brinquedo pedir que todos levem para a roda uma folha e um lápis para escrever o nome dos brinquedos. Pois eles estão querendo muito aprender a escrever palavras e não quero “podá-los”.
Porém fico na dúvida de estar incentivando a famosa decoreba. Por outro lado, acredito que nessa idade as crianças também aprendem através da memória visual, pois ainda não sabem ler, definem pelos desenhos.

Professores, preciso de orientação nesse aspecto, assim como gostaria de saber se é correto corrigir os alunos que escrevem espelhados, pois eles só tem 5 anos, agora é que estão aprendendo a escrita, os números... Hoje inclusive conversei com alguns professores e com a supervisora da escola e uma delas me sugeriu tentar mostrar a esses alunos as letras e os números através de um espelho, para ver se percebem a mudança, mas não forçá-los e nem dizer que estão fazendo errado, apesar de que nunca uso o termo errado, o que vocês acham? Podem me ajudar?

domingo, 23 de maio de 2010

SEMANA 17 A 21/05...

Essa semana comecei a fazer o livro dos números, onde trabalhamos mais fixamente um por dia, porém não deixo de trabalhar os outros juntamente. Assim como estou trabalhando muito com relacionar o número a sua respectiva quantidade, e alimentação.
Através das atividades realizadas as quais podem ser visualizadas no meu diário virtual (wiki do estágio), percebi que meus alunos já estão conseguindo fazer a relação do número com a quantidade, assim como estão conhecendo os números, porém algumas crianças ainda os confundem.
Compreendi que os alunos assimilam mais os conhecimentos adquiridos quando trabalhamos com objetos concretos, pois segundo Piaget, é preciso à interação do sujeito com o objeto para que haja transformação na maneira de pensar e agir, isto é, o aluno deve ser o sujeito da ação. Portanto, procuro utilizar em minhas aulas, pelo menos como introdução da atividade ser realizada, materiais concretos que possibilitem essa interação.
Por exemplo, sexta – feira, realizei a seguinte atividade:

- Pedi a um aluno que me trouxesse uma quantidade de peças de jogos, existentes na sala, e colocasse no centro da roda, onde nós (as crianças e eu) contamos para conferir, depois pedi para outro aluno buscar mais determinada quantia, logo que outro guardasse determinado número de objetos e assim sucessivamente até que todos participassem. Pedi também que guardassem um número a mais de objetos do que os existentes no centro da roda para ver se percebiam que faltavam objetos para completar o número pedido, sim, perceberam na hora.
- Expliquei as alunos os cartazes dos números (números, quantidade de dedos utilizada para mostrar tal número, escrita do mesmo e destacando a inicial).
- Como eu estava apresentando aos alunos hoje a escrita do nome dos números, realizei a atividade “Recorte e monte, o número a quantidade e a escrita” da seguinte modo:
1º) Pintaram os desenhos.
2º) Recortaram em cima das linhas.
3º) Em uma folha ofício montaram o número, a quantidade e a escrita do número um ao lado do outro.
4º) Colaram.

domingo, 16 de maio de 2010

SEMANA 10 A 15/05...

Nessa semana já pude perceber crescimento dos meus alunos em relação à aprendizagem, tenho uma aluna que já está escrevendo o nome em letra cursiva, outra que já conhece o nome de todos os colegas, a maioria dos alunos já estão recortando e colando “corretamente”, isto é, estão desenvolvendo bem a coordenação motora fina. Através do bingo das letras e dos números percebi que aumentou o número de alunos que já conhecem os números e as letras, aliás, esse o jogo mais pedido pelos alunos essa semana, eles adoraram.
Essa semana eu quero trabalhar as quantidades, pois os alunos ainda as confundem e pretendo utilizar materiais concretos, já que eles compreendem melhor através deles.

domingo, 9 de maio de 2010

SEMANA 03 À 07/05...

Nessa semana, trabalhamos muito sobre as mães, e pude refletir sobre as datas comemorativas trabalhadas na escola.
Acredito que a escola realmente não pode trabalhar todas as datas comemorativas, ou passaria o ano só trabalhando isso. Essa semana, por exemplo, passei a semana trabalhando sobre as mães, e como a escola faz a homenagem, que é maravilhosa, tivemos bastante atividades a realizar. Penso então, que devem ser trabalhados somente aquelas muito importantes, e as que a escola não faz homenagem, não devemos nos deter muito.

Hoje quando cheguei à escola recebi a triste notícia de que o pai da regente da turma em que estou estagiando havia falecido, então a tarde foi bem tumultuada, pois as crianças são pequenas (5 anos), tem o caso de uma aluna que perdeu o pai recentemente, e receberam a notícia de qualquer jeito, então precisei conversar muito com eles. Alguns alunos queriam ir embora, não queriam mais participar da apresentação das mães a noite, me deixando ainda mais chateada e preocupada, mas após conversar com eles, explicando exatamente o que havia acontecido com o pai da outra professora e ensaiarmos bastante, todos aceitaram apresentar. A homenagem foi linda.
As crianças apresentaram a música Brincar de sonhar da Xuxa, lindos, lindos, lindos. Às vezes é nesses pequenos acontecimentos que tiramos força e entusiasmo para continuar.

SEMANA 26 À 30-4...

Essa semana a aula que me chamou atenção foi a do município, onde contei para os alunos a história do nome do mesmo, o que significa cada símbolo da bandeira, a qual foi mostrada as crianças. Também mostrei fotos do município antigamente e atualmente, eles ficaram fascinados, puderam comparar o tempo da abertura da BR 101 com a duplicação da BR hoje, antigamente não existiam máquinas como hoje, eram utilizadas apenas inchadas, pás, carroças, etc. O maior interesse das crianças foi durante a visualizarão e comparação das fotos. Destaquei alguns detalhes da aula para mostrar o quanto são importantes essas atividades de comparar, identificar as mudanças entre o passado e o presente, assim como podemos também questionar sobre o que precisamos mudar no futuro, etc., e assim resgatar um pouquinho da história do município.

SEMANA 19 À 23/04...

Essa semana pude aprimorar meu planejamento, pois aos poucos vou conhecendo meus alunos.
Porém fiquei muito chateada com uma aula em que preparei, sobre os índios, realizamos: Li para os alunos uma historinha em que falava de como viviam os índios antigamente, mostrei imagens (índios pescando, criando cestos, vasos, arcos flechas, utensílios indígenas) para facilitar o entendimento, após ler para as crianças a história contando um pouco da vida dos índios, me surpreendi com a interpretação dos alunos que a relacionaram a suas realidades de vida, por exemplo, disseram que:
-Eles também têm bichinhos de estimação, mas que não pode ser macaquinhos, como o dos índios, porque esses só podem viver na mata.
- Que também ajudam a mamãe em casa, arrumando o quarto, lavando a louça (mas bem pouquinho).
- Que também brincam na chuva, dançam, cantam, sobem nas árvores, brincam com os animaizinhos de estimação, brincam na lama (mas só quando a mamãe deixa), etc.
- Alguns disseram que gostam de peixes, outros que pescam com seus pais no verão, outros ainda que preferem comer arroz, feijão, bolo, etc.
- Perguntei então, se sabiam o que alguns pais plantavam aqui em nosso município, um aluno respondeu: banana.
Aproveitei para explicar que a maior parte das plantações por aqui, são bananas, tomates e por isso Três Cachoeiras é conhecida como a terra da banana.
Acho também importante canto para crianças, aliás, elas assimilam muitas coisas através dos cantos, como elas já estavam acostumadas a cantar musiquetas de índios, cantamos as que eles sabiam, além de usar o termo indiozinhos para as crianças índias (utilizado na verdade pelas próprias crianças, para se referirem as crianças índias), mas meu supervisor criticou, acha que dessa forma podemos estar ensinando a eles a falsa idéia de que índios são bibelôs... Não concordo, acredito que foi uma aula maravilhosa, os alunos compararam sua vida, sua realidade a dos índios antigamente, acho que foi interessante, principalmente para elas (crianças) verem que não são todos os índios que vivem sentados na rua pedindo dinheiro, como as próprias lembraram e estão acostumadas a ver.
Em outra atividade realizada, a de recortar as letras da palavra índio de uma folha e colar em outra montando a palavra, concordo com ele (supervisor) de que poderíamos ter contato para as crianças como surgiu o nome índios.
Bom, num primeiro momento fiquei muito chateada com as criticas ou talvez com a maneira em que foram feitas, mas com certeza servirão para meu crescimento, pois toda critica nos oportuniza reflexão.