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sábado, 4 de setembro de 2010

Revisitando o eixo 2...

Revisitando os eixos 1, 2 e 3 do pead, me chamou atenção a interdisciplina de psicologia I, onde falamos muito do construtivismo e do erro ter um papel fundamental para a aprendizagem das crianças, pude inclusive lembrar do meu projeto de estágio e arquitetura pedagógica, pois para realização do mesmo (estágio docente) utilizei todo meu conhecimento adquirido no trabalho, na vida pessoal, no Pead..., baseando em uma proposta construtivista.
Pois, segundo Piaget, o desenvolvimento ocorre de forma em que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores, ou seja, o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras, iniciando após o nascimento, já que adquirimos distintos conhecimentos na convivência com os outros durante nossa vida.
Procurei então, durante meu estágio, valorizar a experiência dos alunos, respeitando sua realidade, tempo de construção do conhecimento, ou seja, abrir espaço para que meu aluno interaja com meio e com o outro, tornando-se sujeito ativo nesse processo.
Logo, oferecendo a ele também a oportunidade de errar, pois o erro faz-se necessário para a construção do conhecimento, a partir dele surgem dúvidas, hipóteses, fazendo com que o indivíduo reflita. “O conhecimento resulta das interações que ficam a meio caminho entre o sujeito e o objeto, dependendo dos dois ao mesmo tempo e não havendo trocas entre formas distintas (PIAGET, 1990)”.
Piaget também diz que “a velocidade do desenvolvimento, no entanto, pode variar de um a outro indivíduo e também de um a outro meio social”, conseqüentemente, podemos encontrar algumas crianças que avançam rapidamente ou outras que avançam lentamente.
De tal modo, assumi o papel de orientador-mediadora oportunizando condições para que meu aluno participasse das aulas/atividades através do diálogo e cooperação (trabalhando também em grupo); facilitadora da aprendizagem, dando assistência a meus alunos sempre que precisaram, respeitando cada uma de suas especificidades, sua realidade, conhecimentos prévios, ou seja, tratando-os sem diferenciações, aceitando-os tal como eles são.
Por isso, procurei ainda trabalhar com materiais concretos, trazendo para sala de aula algo do interesse dos mesmos, pois como destaca Paulo Freire no vídeo “A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana” “aprende-se só quando o que se aprende é significativo para agente”.
Portanto, acredito ser fundamental valorizar a experiência/realidade do educando, a interação (professor X aluno X mundo), método ativo, no qual o aluno é sujeito ativo obtendo responsabilidades na construção de seu próprio conhecimento, desencadeando assim o desenvolvimento da autonomia.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

APRENDIZAGEM

A partir da proposta da interdisciplina Desenvolvimento da Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, parei para refletir sobre minhas aprendizagens.
E sabendo que aprender não é apenas armazenar informações, porém extrair destas o suficiente para modificar, reinventar, ou seja, é preciso a interação do sujeito com o objeto para que haja transformação na maneira de pensar e agir, posso ressaltar uma experiência nova, difícil, mas maravilhosa que estou vivendo agora, SER MAMÃE.
Essa é uma aprendizagem que ocorre a todo o momento, em todo lugar, com interação entre mãe e filho e ambos com familiares e amigos.
Para a ocorrência desta, com certeza se fez necessário muita reflexão, pois é engraçado como nossa vida transforma-se completamente quando temos um bebezinho em casa.
Coisas simples como pegar no colo, dar mamá, trocar fraldas, ou até o primeiro banho, parecem ser um bicho de sete cabeças, algo impossível de se realizar, por se tratar de um ser tão pequenino e frágil, porém a necessidade nos obriga a seguir caminhos que nos leva a adquirir tais aprendizagens.
Posso citar então o primeiro banho, “o coisa difícil”, até pegar segurança para tal tarefa, que sempre tive vontade de aprender, mas não tinha tido oportunidades antes, então agora, precisei de alguém me ensinando e me ajudando no banho com o neném.
Minha mãe estava sempre presente, conversando, interagindo, ou seja, me orientando e ensinando com segurá-lo e lavá-lo sozinha, mas deixando com que eu o pegasse sem ter medo de deixá-lo cair ou machucá-lo, sendo o sujeito ativo nesta ação tão importante.
Dar mamá também foi muito difícil, já que tive “figo”, meus seios empedraram, e o sofrimento foi grande fazendo compressas de água quente e massagem embaixo do chuveiro, até que alguém me ensinou a tomar chá de cominho em grão. Pois este faz o leite descer, “desempedrando”.
Trocar fraldas foi mais fácil, uma vez que já possuía experiência. É até engraçado de se dizer, cada troca de fralda era uma caixinha de surpresa, pois o malandrinho só esperava abrir as fraldas para dar aquela molhadinha na mamãe. Aprendi também que não se troca fraldas após o mamá, pois balança muito o bebê e o faz regurgitar.
Logo, posso dizer que a tarefa mais difícil foi à organização do tempo, já que além de mãe, sou dona de casa, estudante e esposa.
Conseqüentemente, o que determina a ordem das atividades a serem realizadas é o bebê.
Tenho que esperar ele dormir para fazer as atividades domésticas, meus trabalhos da faculdade e tirar um tempinho para meu esposo, ou seja, não faço mais trabalhos da faculdade, passeios, almoço, durmo, tomo banho, lavo roupas e louças, limpo a casa, etc., quando quero, mas no intervalo de um mamá e outro, de uma troca de fraldas ou uma seção de cólicas.
Sendo assim, parti de um conhecimento nato que possuía e com a orientação e estimulo da minha mãe e demais familiares que me ajudaram nessa etapa, deixando eu ser o sujeito dessas ações, onde estas foram e estão sendo muito significativas para mim.
Conseqüentemente, esta foi uma nova aprendizagem, já que mudei minha maneira de pensar e agir, transformei minha prática diária, reinventando sempre maneiras de contornar as situações cotidianas.
Logo, toda essa dedicação é gratificante, amar e ser amada por um ser tão pequenininho e ao mesmo tempo tão grande em meu coração é uma benção que vale qualquer sacrifício. Todo trabalho, toda dificuldade, se resume em nada com apenas um sorriso.
Por conseguinte, posso afirmar que esta aprendizagem se deu através da interação (construtivismo), já que esse conhecimento assimilado, ao entrar no meu mundo, provocou, perturbações, e eu precisei refazer meus instrumentos de assimilação em função da novidade. Sendo eu o sujeito dessas ações.
Finalizo então este relato ressaltando que no construtivismo acredita-se que o conhecimento não está nem na pessoa que aprende e nem no objeto, mas que se constrói na interação desse sujeito com o objeto.

O conhecimento resulta das interações que ficam a meio caminho entre o sujeito e o objeto, dependendo dos dois ao mesmo tempo e não havendo trocas entre formas distintas (PIAGET, 1990).

Este é meu pequenino...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vida Adulta após os estudos realizados em psicologia...

A partir dos estudos realizados na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta e tendo como base o desenvolvimento constante da minha vida adulta no processo de aprendizagem, pude refletir a forma em que as características do desenvolvimento intelectual do jovem e do adulto e as relações professor-aluno se manifestam neste próprio processo.
Segundo Piaget, o desenvolvimento ocorre de forma em que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores, ou seja, o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras, iniciando após o nascimento, pois adquirimos distintos conhecimentos na convivência com os outros durante nossa vida.
Sendo assim, os estágios do desenvolvimento apresentam idades variáveis, já que cada indivíduo possui seu tempo de construção do conhecimento, apresentando então, diferentes pontos de vista.
Portanto, como cita Maturana, o educador precisa colocar-se no lugar do aluno, tentando compreender suas dúvidas a fim de lhe dar respostas de que está necessitando e ao mesmo tempo preparado para ouvir, respeitando-o mesmo que suas idéias vão de encontro ao seu pensamento.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Vida Adulta...

Em psicologia estamos estudando sobre as fases da vida adulta, onde iniciamos falando sobre: “o que é ser adulto?”

Adulto perante a sociedade em que vivemos é o indivíduo no qual obtemos como exemplo, referência, pois este é considerado como um sujeito estável, equilibrado, isso pela experiência adquirida durante a vida. Experiência esta que o faz aprender com os próprios erros e nos dá independência e responsabilidades.
Mas na verdade são as atividades que desenvolvemos que nos tornam adultos, já que temos crianças que realizam trabalhos que seriam designados para adultos, para ajudar na renda familiar, perdendo assim sua infância e criando a responsabilidade competente a um adulto.
Quando as crianças ou adolescentes trabalham, dificilmente eles usufruem todos os seus direitos. Mas não se deve confundir o trabalho infanto-juvenil, onde as extensas cargas horárias impedem as crianças de estudar, serem e agirem como crianças, com as atividades que podem realizarem em sua casa, como cuidar de seus objetos pessoais e ajudar na tarefas domésticas (sem que atrapalhe os horários de estudo). Essas são atividades em que as crianças precisam para disciplinar suas rotinas e adquirirem hábitos de responsabilidades no espaço em que vive e não tarefas em que são submetidas a realizarem como única alternativa para garantir sua sobrevivência.
Portanto, a vida adulta corresponde a uma fase de estabilidade, onde todo o desenvolvimento do indivíduo foi realizado durante a infância e adolescência. A maturidade é um processo dinâmico em constante construção. E a estrutura familiar é muito importante para isso.

Em um segundo momento estudamos a teoria de Erikson.
Então realizei uma atividade onde precisei observar um adulto, descrevendo em que fase descrita por Erikson este se encontra.
Escolhi minha avó de 94 anos, que se encontra na 8ª fase.
Esta, segundo Erikson, é a fase da INTEGRIDADE X DESESPERO (da velhice), onde o indivíduo revê experiências anteriores, fazendo um balanço de suas vivências e muitas vezes têm dificuldade de aceitar certos atos, ou seja, sente-se responsável pelos seus atos.
Nessa fase o indivíduo entende que é tarde demais para recomeçar (perde as esperanças), se acha velho, tem dificuldades para se integrar, começa a se afastar da comunidade, se isolando da vida social, pois se sente como se estivesse incomodando os outros.