terça-feira, 28 de abril de 2009

Desenvolvimento cognitivo...

A partir da leitura do texto Epistemologia genética e construção do conhecimento de Tania Beatriz Iwaszko Marques, parei para refletir sobre os quatro estágios de desenvolvimento cognitivo descritos por Piaget.
Assim constatei que conforme as crianças vão evoluindo vão também aceitando os diferentes acontecimentos em sua vida, ajustando-se ao seu meio social, já que este influencia em seu desenvolvimento.
Este desenvolvimento cognitivo dá-se na relação com o meio, porém, ele é individual.
Dessa forma, podemos dizer que a maneira de pensar da criança, refletida no modo como lida com os problemas da realidade é que nos dirá em que período do desenvolvimento ela se encontra e não sua idade, pois não existe idade específica para cada estágio, porém estes se apresentam em uma seqüência constante, onde cada um engloba o anterior e o amplia.
Como cita Piaget, “a velocidade do desenvolvimento, no entanto, pode variar de um a outro indivíduo e também de um a outro meio social; conseqüentemente, podemos encontrar algumas crianças que avançam rapidamente ou outras que avançam lentamente, mas isso não muda a ordem de sucessão dos estágios pelos quais passam.”

sexta-feira, 17 de abril de 2009

APRENDIZAGEM

A partir da proposta da interdisciplina Desenvolvimento da Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, parei para refletir sobre minhas aprendizagens.
E sabendo que aprender não é apenas armazenar informações, porém extrair destas o suficiente para modificar, reinventar, ou seja, é preciso a interação do sujeito com o objeto para que haja transformação na maneira de pensar e agir, posso ressaltar uma experiência nova, difícil, mas maravilhosa que estou vivendo agora, SER MAMÃE.
Essa é uma aprendizagem que ocorre a todo o momento, em todo lugar, com interação entre mãe e filho e ambos com familiares e amigos.
Para a ocorrência desta, com certeza se fez necessário muita reflexão, pois é engraçado como nossa vida transforma-se completamente quando temos um bebezinho em casa.
Coisas simples como pegar no colo, dar mamá, trocar fraldas, ou até o primeiro banho, parecem ser um bicho de sete cabeças, algo impossível de se realizar, por se tratar de um ser tão pequenino e frágil, porém a necessidade nos obriga a seguir caminhos que nos leva a adquirir tais aprendizagens.
Posso citar então o primeiro banho, “o coisa difícil”, até pegar segurança para tal tarefa, que sempre tive vontade de aprender, mas não tinha tido oportunidades antes, então agora, precisei de alguém me ensinando e me ajudando no banho com o neném.
Minha mãe estava sempre presente, conversando, interagindo, ou seja, me orientando e ensinando com segurá-lo e lavá-lo sozinha, mas deixando com que eu o pegasse sem ter medo de deixá-lo cair ou machucá-lo, sendo o sujeito ativo nesta ação tão importante.
Dar mamá também foi muito difícil, já que tive “figo”, meus seios empedraram, e o sofrimento foi grande fazendo compressas de água quente e massagem embaixo do chuveiro, até que alguém me ensinou a tomar chá de cominho em grão. Pois este faz o leite descer, “desempedrando”.
Trocar fraldas foi mais fácil, uma vez que já possuía experiência. É até engraçado de se dizer, cada troca de fralda era uma caixinha de surpresa, pois o malandrinho só esperava abrir as fraldas para dar aquela molhadinha na mamãe. Aprendi também que não se troca fraldas após o mamá, pois balança muito o bebê e o faz regurgitar.
Logo, posso dizer que a tarefa mais difícil foi à organização do tempo, já que além de mãe, sou dona de casa, estudante e esposa.
Conseqüentemente, o que determina a ordem das atividades a serem realizadas é o bebê.
Tenho que esperar ele dormir para fazer as atividades domésticas, meus trabalhos da faculdade e tirar um tempinho para meu esposo, ou seja, não faço mais trabalhos da faculdade, passeios, almoço, durmo, tomo banho, lavo roupas e louças, limpo a casa, etc., quando quero, mas no intervalo de um mamá e outro, de uma troca de fraldas ou uma seção de cólicas.
Sendo assim, parti de um conhecimento nato que possuía e com a orientação e estimulo da minha mãe e demais familiares que me ajudaram nessa etapa, deixando eu ser o sujeito dessas ações, onde estas foram e estão sendo muito significativas para mim.
Conseqüentemente, esta foi uma nova aprendizagem, já que mudei minha maneira de pensar e agir, transformei minha prática diária, reinventando sempre maneiras de contornar as situações cotidianas.
Logo, toda essa dedicação é gratificante, amar e ser amada por um ser tão pequenininho e ao mesmo tempo tão grande em meu coração é uma benção que vale qualquer sacrifício. Todo trabalho, toda dificuldade, se resume em nada com apenas um sorriso.
Por conseguinte, posso afirmar que esta aprendizagem se deu através da interação (construtivismo), já que esse conhecimento assimilado, ao entrar no meu mundo, provocou, perturbações, e eu precisei refazer meus instrumentos de assimilação em função da novidade. Sendo eu o sujeito dessas ações.
Finalizo então este relato ressaltando que no construtivismo acredita-se que o conhecimento não está nem na pessoa que aprende e nem no objeto, mas que se constrói na interação desse sujeito com o objeto.

O conhecimento resulta das interações que ficam a meio caminho entre o sujeito e o objeto, dependendo dos dois ao mesmo tempo e não havendo trocas entre formas distintas (PIAGET, 1990).

Este é meu pequenino...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Inclusão de educação especial...

Quais seriam os caminhos para nós professores estarmos preparados para lidar com crianças com necessidades especiais em nossas salas de aula? (Roberta)

Quanto ao questionamento que a tutora Roberta me fez, citado à cima, penso que o caminho para nós professores estarmos preparados seria conhecermos um pouco mais dessa realidade através de bons cursos onde aprenderíamos um pouco sobre como trabalhar com crianças especiais.


Tu acreditas que todas as crianças possam estar na escola regular? (Roberta)

Essa inclusão ainda é nova e não tive experiência com crianças especiais, portanto fico em dúvida sobre o assunto em questão.
Entretanto, se eu fosse obrigada a lhe dar uma resposta hoje, diria que não acredito que todas as crianças possam estar na escola regular, mas muitas das crianças que freqüentam apenas escolas especiais, poderiam também freqüentar escolas regulares.
No caso das crianças com deficiências físicas, auditivas, com profissionais capacitados para tal tarefa sim, poderiam freqüentar escolas regulares, agora deficientes mentais, por exemplo, não, pois fico me perguntando como um professor com 25 alunos em uma sala de aula, conseguirá acompanhar e avaliar o desenvolvimento desses alunos.

terça-feira, 31 de março de 2009

Inclusão de educação especial...

A partir da leitura do texto: história, deficiência e educação especial de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda e do vídeo: aspectos legais e orientação pedagógica, solicitados na interdisciplina educação de pessoas com necessidades especiais, posso ressaltar que todas as crianças, independente de serem especiais, têm direito de estudarem em escolas regulares, seja pública ou privada.
Acredito também que às vezes nós não paramos para pensar que essa deficiência poderia ser conosco e, portanto não fazemos nada para mudar a realidades dessas pessoas que se sentem excluídas, sozinhas, perdidas, fazendo com que esse “preconceito” passe despercebido aos nossos olhos.
Muitas vezes o preconceito é dos próprios pais em relação à educação especial, dizem que seus filhos precisam de atenção redobrada e ensino diferenciado e que na escola os professores, devido ao número de alunos, não podem dar essa atenção, logo seus filhos não podem ficar junto às outras crianças.
Não percebem o quanto essa convivência pode ser significativa para o desenvolvimento das crianças.
Nesse caso, é importante que o professor estimule essas crianças, fazendo com que se sintam capazes dentro das suas condições de participar da aula juntamente com os colegas.
E aquelas que freqüentam escolas regulares, se necessário devem ainda, em turno inverso, freqüentar escolas especiais, não como uma aula de reforço, mas como complemento, outro espaço para se conhecerem melhor, para entenderem porque agem de tal maneira.
Assim, essas crianças terão condições de se apropriarem melhor do que ensinam nas escolas regulares.
E claro, que apesar de sabermos a importância da inclusão e da preparação para a mesma nós educadores ainda sentimos uma grande insegurança a respeito, pois não estamos preparados para inclusão.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Trabalho final eixo V...

Este é o meu trabalho final do eixo V, onde relatei a importância da participação efetiva da comunidade escolar nas reuniões que decidem o futuro da instituição. Isso, levando em consideração a escola em que atuo.

Para visualizá-lo clique no link abaixo:

http://vargas.pbwiki.com/Trabalho%20final%20eixo%20V-Portif%C3%B3lio2-2008?lo=4944465a







Durante a apresentação deste trabalho pude refletir melhor sobre o que é um projeto de aprendizagens e um projeto de ensino.
Por exemplo, um projeto de aprendizagens é o que realizamos em Seminário Integrador V neste semestre, onde nós partimos de uma curiosidade nossa sem que o professor decidisse à temática, partimos do conhecimento que já obtínhamos.
Nesse o professor atua como mediador do conhecimento, aprendendo junto, questionando e estimulando sempre o educando a buscar cada vez mais novidades e ampliar seus conhecimentos.
Já o projeto de ensino, parte-se de uma temática estipulada pelo educador, no qual ele já espera o resultado final do trabalho conforme o conhecimento que já possui para transmitir ao educando, ou seja, de forma que o professor decida o que, como e com que qualidade deverá ser aprendido. Sem que o aluno tenha chance de escolha, de decisões, apenas submissão ao imposto pelo educador.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Reflexão sobre o plano individual de estudos...

No semestre anterior a partir da proposta da interdisciplina Seminário Integrador IV, construí meu plano de estudos, no qual elegi como objetivos de aprendizagens: Repensar minhas aprendizagens e condutas no campo pessoal, estudantil e profissional, analisando e refletindo minhas conquistas e elegendo possíveis caminhos para solucionar os obstáculos; ampliar meus conhecimentos tecnológicos, adquirindo segurança para manuseá-los, incrementando meus trabalhos do curso, bem como, utilizando estes softwares para diversificar minhas praxes; adquirir segurança e domínio na minha comunicação oral, desenvolvendo-me melhor na apresentação oral no final do semestre, mostrando meus conhecimentos e aprendizagens com clareza e tranqüilidade; aperfeiçoar minha expressão escrita, adquirindo um bom nível acadêmico.
Acredito ter alcançado o primeiro objetivo quando comecei a analisar e aplicar o conhecimento adquirido no semestre passado, ou seja, passei a valorizar ainda mais os conhecimentos e as curiosidades dos meus alunos, trabalhando em cima das perguntas dos mesmos, pois como estudamos nessa interdisciplina não existe pergunta que não seja produtiva, já que uma desencadeia tantas outras nos abrindo caminhos para novas descobertas.
Quanto ao segundo objetivo, pude explorar mais este semestre, no trabalho do seminário Integrador V, onde aprendemos a manusear um programa de mapas chamado Cmaptools, trabalhando com conceitos. Este programa nos permite construir mapas sobre determinados assuntos, ligando conceito+verbo de ligação+conceito. Essa foi uma etapa difícil, devido ao uso deste programa até então desconhecido, porém deixou nosso projeto mais completo e interessante.
Programa este, que não tive a oportunidade de mostrar a meus alunos, no entanto podemos utilizá-lo para que aprendam a definir conceitos e ampliar seus trabalhos deixando-os mais atrativos, pois despertará curiosidades.
Em relação ao terceiro objetivo, consegui alcançá-lo na apresentação final do semestre passado, com pequenas experiências, expondo minha opinião em pequenos grupos de estudos, entre professores e colegas, além de fazer uso da técnica ensina pela professora Nádie durante o semestre, onde um colega se fazia passar pelo professor e os outros eram os demais colegas, então eu apresentava meu trabalho para eles, sendo assim, avaliada pelo grande grupo. Isso fez com que me sentisse segura e realmente fixasse o conteúdo a ser apresentado. A partir desta técnica (ensaio), consegui sintetizar em 10 minutos minha apresentação oral, demonstrando com tranqüilidade meus conhecimentos do assunto em questão.
O quarto objetivo foi um desafio, pois este semestre devido a minha gravidez foi “meio corrido”, porém consegui realizar minhas atividades individuais e grupais, com exatidão, pesquisando em diversas fontes do conhecimento, conseqüentemente lendo muito, já que só assim é possível ampliar nosso vocabulário, e aprender a sintetizar as idéias, deixando então meus trabalhos com uma linguagem mais acadêmica.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Gestão Democrática...

A partir dos estudos realizados nesta interdisciplina, posso ressaltar que gestão democrática escolar é uma escola onde todos os envolvidos, isto é, toda a comunidade escolar tem direito de exercer seu poder no sentido de decidir o futuro da mesma, ou seja, a principal característica /da gestão democrática é a participação dos pais, alunos e professores e funcionários da instituição em todas as decisões.
E quando me refiro à participação da comunidade escolar, falo da troca de opiniões e decisões conjuntas, e não na inclusão dessa comunidade sem participação nas decisões sobre a política pedagógica adotada na escola.
Outro elemento importante é a transparência na prestação de contas e o respeito à diversidade. Essa também no sentido de distintas opiniões, respeito ao outro, mesmo que no embate, no conflito, mas respeito, já que conciliar opiniões e decisões não é fácil. Este é um dos principais desafios neste processo.
Inclusive, segundo a professora Lisete Gomes Arelado, nós professores devemos aprender a aceitar que os outros “atores” da escola tenham o que dizer, na esfera em que nós consideramos decididamente só nossa, que é a área pedagógica. Pois nós educadores defendemos, suportamos e incorporamos a participação desde que não se mexa na nossa parte, dizendo o que vai acontecer em sala de aula com os currículos e programas.
Por isso, o processo para se chegar a uma escola totalmente democrática é longo, não existe receita pronta, quem participa é que tem que definir caminhos.
Um dos caminhos que podemos utilizar para buscar a democracia é aprimorar as diversas maneiras de lidar com os conflitos diários que envolvem “atores e sujeitos”. Nesse caminhar temos estruturas democráticas (eleições para diretores, efetivação de conselhos escolares) instrumento organizativos, administrativos, que permitam que o diálogo se dê para garantir esta gestão democrática.
Segundo a professora Isabel, uma marca principal da gestão democrática é entender a democracia como uma organização importante em termos de mediação da sociedade e de poder fazer com que a educação tenha essa característica de construir uma cultura participativa democrática. A gestão democrática é muito nova no Brasil, portanto, devemos apostar, confiar nos pais, alunos, professores, diretores, dando vozes a todos os envolvidos na instituição para que possam opinar durante as decisões e trabalharmos em conjunto para que este processo aconteça, construindo uma escola democrática qualitativa para todos.