sábado, 27 de março de 2010

Angústias e expectativas pré estágio...

Um novo semestre se inicia, junto a ele novos desafios, novas descobertas, conquistas e aprendizagens que surgirão através de um importante trabalho que se realizará entre professor X aluno, aluno X aluno e professor X professor, pois como falou a professora Marie Jane em nossa primeira aula presencial desse eixo no dia 22/03/2010, devemos aprender juntos (professores, alunos, colegas), não se esquecendo de desenvolver aulas construtivistas, atrativas, na qual se possa desenvolver a autonomia.
Nessa nova etapa, o estágio docente, como não estou em sala de aula, pedi uma turma emprestada na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Felipe Schaeffer, onde fui bem recebida e a regente da turma se mostrou muito prestativa, atenciosa, se disponibilizou para ajudar no que for necessário, inclusive planejarmos juntas.
Fiquei com o pré – escolar, série com a qual só trabalhei uma vez e apenas como a disciplina de Educação Física, por isso estou muito ansiosa em relação ao planejamento diário.
Porém as expectativas em realizar um bom trabalho são altas, já que tenho como apoio um grande conhecimento adquirido durante o PEAD, certa experiência profissional e uma maravilhosa equipe de professores, tutores e supervisores para me auxiliar.
Em meu planejamento procurarei me basear nas arquiteturas pedagógicas, isto é, aprendizagem construída na vivência de experiências, interação e reflexão. Como citam as professoras Marie Jane Soares de Carvalho, Rosane Aragon de Nevado e Crediné Silva de Menezes, no texto “Arquiteturas pedagógicas para a educação à distância”, “Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos”.
Nesse
estágio, deveremos atuar nove semanas com 20 horas em efetivo exercício em sala de aula, dentre outros assuntos.Na aula do dia 22/03 os professores nos solicitaram um wiki especialmente para estágio, nesse estará contido o meu planejamento diário (planos de aula), que podem ser visualizados através do seguinte endereço: “Catiane estágio”.

EIXO 8...


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Integração das interdisciplinas...Portifólio 2009/2

Apresento aqui a primeira parte do meu portifólio 2009/2:

Esse semestre nos oportunizou a aquisição de vários conceitos que se entrelaçam através das interdisciplinas estudadas, que por fim acabam se fundindo em uma mesma linha de raciocínio.
A interdisciplina Educação de Jovens e Adultos, através da autora Marta Kohl, me fez perceber o quanto é importante nós educadores fazermos com que nossos alunos acreditem em sua capacidade de fazer e refazer, de criar e recriar, de transformar. Isto é, trabalhar a partir das experiências/realidade desses adultos, valorizando seus conhecimentos prévios, fazendo com que este seja o sujeito ativo nesse processo de construção do conhecimento, obtendo responsabilidades na construção de seu próprio conhecimento, desencadeando assim o desenvolvimento da autonomia, pois eles não devem ser confundidos com crianças, já que possui uma longa história de vida, logo, distintas experiências com o meio e com os outros (igreja, trabalho, família, sociedade em geral).
Para que isso seja possível, é necessária a utilização do diálogo, já que é ele quem gera o pensar, a reflexão, a ação, a interação, dando ao aluno o direito de participação.
Deste modo, é imprescindível que esses aspectos sejam relevados e realizados na Educação de Jovens e Adultos, aonde deve ser levada em conta a valorização dos diferentes grupos culturais, a diversidade, a multiplicidade de variedades lingüística.
Essa (variedades lingüísticas) “são as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada” (Wikipédia), isto é, existem várias maneiras de se falar e escrever, por exemplo, quando estamos conversando com uma amiga nos expressamos de uma maneira, usando gíria, etc, já quando estamos fazendo um relato acadêmico falamos de outra maneira nos expressando mais cientificamente.
Assim, podemos dizer que as diversidades lingüísticas mudam conforme a cultura, região em que estamos inseridos, interferindo então na forma de trabalhar a alfabetização, pois esta deve partir da realidade do aluno, da valorização de suas experiências e de seus conhecimentos prévios, já que temos dentro da sala de aula uma grande diversidade de culturas, gírias, sotaques, regionalidades, etc, que podem ser usadas como fontes para ampliar seus conhecimentos informando-os sobre essa variedade lingüística para posteriormente desenvolvermos os estudos sobre a norma culta.
Podemos partir de estudos de diferentes materiais que apresentam essas diferenças, como, artigos acadêmicos, notícias de jornais, cartas de familiares, etc, partindo de situações concretas comuns ao nosso dia-a-dia para facilitar e valorizar as práticas sociais dos alunos, através da familiarização, unindo as experiências, ou seja, a prática com a teoria.
Dessa forma, me refiro a uma alfabetização baseada na perspectiva construtivista, trabalhada especialmente com alunos das séries iniciais, partindo de seus conhecimentos prévios, de materiais pertencentes a sua realidade de vida, como, por exemplo, histórias infantis, embalagens e rótulos, não com cartilhas e com o método da abelhinha que se detém na repetição de sons até a criança memorizar, o que não favorece a aquisição da língua escrita, pois parte de situações distantes da realidade do aluno.
Ainda envolvemos a interdisciplina de LIBRAS, que nos permitiu apreciar a cultura surda, crenças, costumes, interesses, responsabilidades compartilhadas entre os surdos, além de valorizar a língua de sinais, a qual possui regras próprias que permite aos surdos o desenvolvimento lingüístico, oportunizando acesso aos conhecimentos existentes na sociedade, podendo assim construir sua identidade surda.
Como cita Strobel no texto Comunidade e cultura surda no Brasil: a “Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo.”
Assim, é indispensável para a educação do surdo a inclusão da língua de sinais no currículo escolar e de professores surdos ou intérpretes, principalmente nas escolas em que os professores são ouvintes e/ou não dominam a língua de sinais, oportunizando a participação e o desenvolvimento da autonomia, valorizando a diferença surda, enquanto prepara os mesmos para o mercado de trabalho e meio social.
Nesse sentido, a interdisciplina de Linguagem e Educação, nos fez refletir sobre a escola, que deve ser mais flexível quanto a multiplicidades de variedades lingüísticas, as diferentes culturas, os conhecimentos sociais que os alunos trazem, respeitando e valorizando-os, a qual os alunos obtêm através do contato com o outro na sociedade em que estão inseridos.
Atualmente, a escola dá ênfase apenas ao letramento escolar (saber ler e escrever), esquecendo do letramento social, o qual designa o saber fazer uso desse conhecimento aprendido no interior da escola, ou seja, como usufruir da leitura e da escrita durante sua vida pessoal e social.
Segundo Kleimam, o fenômeno do letramento extrapola o mundo da escrita tal qual ele é concebido pelas instituições que se encarregam de introduzir formalmente os sujeitos no mundo da escrita. Pode-se afirmar que a escola, a mais importante das agências de letramento, preocupa-se, não com o letramento, prática social, mas com apenas um tipo de prática de letramento, a alfabetização, o processo de aquisição de códigos (alfabético, numérico), geralmente concebido em termos de uma competência individual necessária para o sucesso e promoção na escola. Já outras agências de letramento, como a família, a igreja, a rua como lugar de trabalho, mostram orientações de letramento muito diferentes.
De tal modo, o letramento social deveria ser dado ênfase espacialmente na educação de jovens e adultos, a qual deveria desenvolver uma educação que partisse dos saberes dos alunos, dos seus conhecimentos sociais para posteriormente construir novos conhecimentos, uma vez que essa integração colabora no processo de permanência desses alunos na escola, já que buscam por conhecimentos que auxiliarão na sua vivencia.
Sendo assim, a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação nos mostrou que nosso planejamento deve incluir conteúdos e metodologias que apreciem os conhecimentos prévios dos alunos, buscando a valorização das aprendizagens, o que é significativo para ele, estabelecendo em sala de aula conexões com sua realidade e experiência de vida, garantindo então, a curiosidade e a permanência dos educando jovens e adultos na escola.
Ainda através dessa interdisciplina, compreendemos a importância e a necessidade de realizar uma avaliação mediadora, que tem como base a reflexão/ação, onde o professor torna-se mediador do conhecimento, replanejando seu plano de aula quantas vezes for necessário após identificar as causas das dificuldades de seu aluno em aprender, oportunizando a troca de idéias entre e com seus alunos na busca de um saber enriquecido, o qual é construído através da reflexão/assimilação/compreensão do “conteúdo” estudado.
Fico imaginando, por exemplo, se eu tivesse em minha sala de aula comum um aluno surdo, realizaria também a avaliação mediadora com ele, como não possuo experiência com aluno surdo e não domino a língua de sinais, precisaria de uma intérprete em minha sala para que ela repassasse-me o que o aluno gostaria de comunicar, apelaria pela escrita também para que pudéssemos nos comunicar e averiguar o percurso e os avanços do aluno, bem como suas dificuldades,. Ainda, redobraria a atenção nele e em seu desenvolvimento a cada dia, verificando cada detalhe, para que assim pudesse identificar o conhecimento adquirido e diagnosticar suas dificuldades, integrando-o a uma aula comum.
Logo, entrelaçam-se a interdisciplina de Seminário Integrador, mais especificadamente o PA (projeto de aprendizagens), o qual tem como principal característica partir da curiosidade do educando, valorizando seus conhecimentos prévios, tornando-o sujeito de sua própria aprendizagem.
Isto é, o aluno parte do que é significativo para ele, tornando-se sujeito ativo durante todo o processo, da escolha do tema, que “abrem novas perspectivas de continuidade para o Projeto seguinte, procedendo do anterior, forma um anel continuo de significações dentro do processo de aprendizagem – Hernández e Santomé”, ao final do projeto, ensinando então, os alunos a trabalharem por si mesmos, desenvolvendo a autonomia, a capacidade de pensar e agir, onde é necessária a auto-reflexão crítica, disciplina, prudência, cultura, civilização, moralização, instrução para que dessa forma possa ser possível atingirmos a liberdade e a autonomia.
Portanto, percebemos que as interdisciplinas, cada uma com suas especificidades, se interligam através dos conceitos estudados e destacados acima que contribuíram para nossa formação pessoal, estudantil e profissional.


Reflexão sobre essa primeira parte:

Para melhorar ainda mais meu portifólio eu poderia ter destacado ainda a importância do currículo integrado; Taylorismo; Fordismo, porém explico esses na postagem anterior que pode ser vizualizada no seuinte link:
http://peadportifolio156857.blogspot.com/2009/09/curriculo-integrado.html

Assim como da prática pedagógica denominada por Freire como educação bancária (o contrário do que queremos hoje), pois visa o depósito de conteúdos pelo professor no aluno, como se deposita um dinheiro em um banco.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

HISTÓRIA DOS SURDOS...

A partir do filme “O menino selvagem” e da leitura do texto “O menino selvagem” parei para analisar a proposta de trabalho de Jean Itard com o menino Victor e fazer uma breve comparação da história deste com a dos surdos.
O menino Victor viveu 6/7 anos na floresta, isolamento total, excluído da sociedade, visto como sujeito estranho, motivo de curiosidade, considerado idiota, imbecil, assim como os surdos ou aqueles que apresentavam alguma debilitação.
Itard e seus colegas confiavam que Victor havia sido deixado na mata para morrer, fato que se assemelha a história dos surdos, pois nessa houve um tempo em que as crianças que apresentavam debilitações também eram deixadas a beira da estrada para morrer.
No entanto, Itard acreditava que apesar da privação do contato social, o menino poderia ser reeducado, mas que para isso seria necessária uma metodologia adequada, no momento, desconhecida por ele que então, optou por constituir estratégias que desenvolvesse os sentidos, audição, visão, tato, olfato e paladar, estimulando Victor a falar, ler, escrever, etc.
Este fato também pode ser relacionada/comparado com a história dos surdos, uma vez que um educador pode, sem ter o domínio da LIBRAS, receber um aluno surdo em sua sala de aula e então ter que criar estratégias para esse convívio.
Na história dos surdos percebemos que normalmente as pessoas tendem a trazer o surdo para sua cultura, para seu mundo, para sua visão, sua realidade em vez do inverso.
Deste modo, acredito eu, que o método utilizado por Itard, consistia em trazer o menino Victor para sua cultura, e não ao contrário, não valorizava os conhecimentos do menino, moldando e tornando-o ouvinte, passivo.
Isto é, fazia uso da pedagogia empirista - diretiva-, na qual o professor fala e o aluno escuta; o professor decidi o que fazer e o aluno executa; o professor ensina e o aluno aprende; o professor acredita que o conhecimento pode ser transmitido; o professor vê seu aluno como uma tábua rasa, onde deposita-se todas as informações que julga necessárias para o aluno como se deposita dinheiro em um banco (prática pedagógica denominada por Freire como “educação bancária”); o progresso intelectual é atribuído à pressão do meio exterior.
Logo, podemos dizer que Itard não se dava conta de que o menino, mesmo tendo vivido tanto tempo isolado, possuía alguns conhecimentos e curiosidades e praticamente despejava em cima do garoto um mundo de informações com tempo determinado para assimilação, realizada através da imitação, da imposição, e atribuía recompensa-castigo ao resultado dessa apropriação.
Porém, a educação, segundo os autores Jorge Gonçalves e Maria Alexandra Peixoto, “é um processo que se inicia quando nascemos” e acontece de várias maneiras e em vários lugares, ou seja, “são as regras, os valores e as crenças (por exemplo: o horário, o sentido de justiça ou a religião) que são transmitidas à criança”, não tem hora e local determinado.
Deste modo, os resultados que Itard obteve foram atos mecanizados, sem compreensão e não uma educação baseada na valorização da experiência/realidade do educando, na interação (professor X aluno X mundo), método ativo, no qual o educando é sujeito ativo obtendo responsabilidades na construção de seu próprio conhecimento, desencadeando assim o desenvolvimento da autonomia.
Portanto, destaco aqui, baseado no descrito a cima, que nós educadores, devemos apreciar cada um de nossos alunos com suas particularidades, estimular, confiar, fazer uso de ações interculturais, enxergá-los como sujeito capacitado, valorizando as diversas culturas/costumes.

TEMAS GERADORES - SEGUNDO O PENSAMENTO FREIDIANO...

Baseado no filme “A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana” e na leitura do texto A dialogicidade – Essência da educação como prática da liberdade de Paulo Freire, solicitados pela interdisciplina Didática, Planejamento e Educação, refleti sobre a importância dos temas geradores na prática pedagógica.
O tema gerador, segundo Freire é o universo mínimo temático, uma proposta metodológica que tem como base a teoria lógica do conhecimento.
Tema seria o assunto, gerador porque gera, logo deve possibilitar que o aluno compreenda sua realidade, pois o tema gerador permite elaborar idéias de diversos pontos de vista. Como mostra o vídeo, segundo Freire, “aprende-se só quando o que se aprende é significativo para agente”.
Assim sendo, podemos dizer que o aluno deve estar diante de situações de conflito/desafios para que passe pelos estados de reconstrução, desconstrução e construção provisória (gênese/Freire), ou seja, criação e recriação para que assim desenvolva seu pensamento critico na busca pelo novo conhecimento, fazendo uma leitura e releitura de mundo, a qual permite uma nova leitura. Como destaca Freire, “o momento deste buscar é o que inaugura o diálogo da educação como prática da liberdade” (CAP. 3, PAG. 9).
Deste modo, faz-se necessário o uso do diálogo, já que esse gera o pensar, a reflexão, a ação, porém, para que ele exista é indispensável se ter humildade a ponto de eu me abrir para as contribuições do outro. O diálogo vai de encontro à auto – suficiência. É também essencial para a existência deste, a fé dos homens, o acreditarem em sua capacidade de fazer e refazer, de criar e recriar, transformar, pois ao contrário, como cita o autor o diálogo torna-se uma farsa, isto é, “somente o diálogo, que implica um pensar crítico, é capaz, também, de gerá-lo” (cap. 3, pag. 5).
Conseqüentemente, creio que devemos deixar para traz a prática pedagógica denominada por Freire como “educação bancária”, a qual visa o depósito de conteúdos pelo professor no aluno, como se deposita um dinheiro em um banco, e valorizar a experiência/realidade do educando, a interação (professor X aluno X mundo), método ativo, no qual o aluno é sujeito ativo obtendo responsabilidades na construção de seu próprio conhecimento, desencadeando assim o desenvolvimento da autonomia.
Portanto, com base em tudo que foi descrito até aqui, ressalto que os temas geradores são de suma importância na prática pedagógica.

domingo, 25 de outubro de 2009

Elementos básicos para o planejamento didático-pedagógico...

Segundo a autora Maria Bernadete Castro Rodrigues em seu texto “Planejamento: em busca de caminhos” é importante para o bom planejamento e desenvolvimento de um projeto, dar importância aos seguintes elementos: contextualização, eixo integrador, justificativa, objetivos, conteúdos, estratégias, recursos, avaliação.
Entendo cada elemento da seguinte maneira:

Contextualização: é a globalização dos conteúdos, aproximando da realidade dos alunos, ou seja, fazendo algumas relações para que ele seja compreendido.
Eixo integrador: um tema, tópico de interesse, articulação entre os conteúdos que se quer desenvolver.
Justificativa: o porquê, a explicação da proposta, do que se quer estudar, ensinar.
Objetivos: Mais específico do que a justificativa, explicita o que e para que eu queira alcançar em meu aluno.
Conteúdos: Estudos específicos; assunto em que se quer estudar.
Estratégias: Os meios pelo qual se quer alcançar uma vitória; como fazer, como agir.
Recursos: Materiais a serem utilizados como apoio em determinada proposta.
Avaliação: Acompanhamento de um processo para identificar o “grau/tamanho” da aquisição de conhecimento do meu aluno. Meios pelo qual descobrirei a aprendizagem do meu aluno.

PEDAGOGIA DE PROJETOS...

A partir da leitura do texto “Os projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares” de Hernández e Santomé e dos vídeos assistidos “Vamos passear na vassoura da bruxa Onilda” e “Possibilidades! Ao meu redor” pude refletir sobre o trabalho por projetos, ou seja, aspectos positivos e desafiadores.
Acredito que o principal aspecto positivo em se trabalhar por projetos é partir da realidade/experiências/conhecimento prévio do educando/do que é significativo para eles, sendo eles sujeitos ativos durante todo o processo, possuindo então, responsabilidades em seu próprio processo de aprendizagem.
A participação dos alunos vai da escolha do tema, que “abrem novas perspectivas de continuidade para o Projeto seguinte, procedendo do anterior, forma um anel continuo de significações dentro do processo de aprendizagem – Hernández e Santomé”, ao final do projeto, ensinando então, os alunos a trabalharem por si mesmos, desenvolvendo a autonomia, isto é, a capacidade de pensar e agir, onde é necessária a auto-reflexão crítica, disciplina, prudência, cultura, civilização, moralização, instrução para que dessa forma possa ser possível atingirmos a liberdade.
O papel do educador caracteriza-se como orientador/estimulador em suas intervenções, dando ainda mais compromisso e responsabilidade da busca pela atualização ao professor.
Assim sendo, o projeto torna-se desestabilizador, logo, um grande desafio para o educador, pois não possui resultados pré – determinados, conseqüentemente, desconhecido por ele.
Outro desafio é a estruturação muito mais aberta e flexível dos conteúdos escolares, adaptando-os a situações reais, além de fazer intercâmbio com o projeto da instituição.
Os aspectos destacados a cima nos faz perceber o quanto é desafiador, porém fundamental o trabalho por projetos.