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Na aula presencial da interdisciplina de LIBRAS, nessa quinta-feira, a professora nos mostrou um pouco sobre essa língua.
Nessa aula percebi que ao contrário do que eu pensava não é correto dizer linguagem de sinais e sim língua de sinais, pois linguagem é mais ampla, abarca várias línguas.
Descobri também que surdo não é o mesmo que deficiente auditivo, já que o primeiro é a pessoa que nasce surda e o segundo é o indivíduo que vai perdendo a audição com tempo.
A língua de sinais não é puramente mímica e gestos nos quais os surdos utilizam para se comunicar, ela possui gramática específica, própria.
Essa língua não é universal, cada país possui a sua língua de sinais conforme sua cultura, por isso a nossa é LIBRAS - linguagem de sinais brasileira.
Essa língua possui alguns parâmetros que formam os sinais: configuração das mãos – os sinais podem ser realizados com uma ou duas mãos, ao todo são 26 letras alfabeto manual e 61 configurações de mão; ponto de articulação- o lugar onde é feito o sinal, perto ou não do corpo; movimento – os sinais podem ter ou não movimentos; expressão facial e/ou corporal – são essenciais para o entendimento do sinal, funciona como uma entonação de voz; orientação/direção – o comando do movimento do sinal, ou seja, para onde movimenta esquerda, direita, etc.
O alfabeto manual/soletração é utilizado para expressar nomes de pessoas, cidades, ruas, etc., ou palavras que não possuem um sinal próprio.
Existem ainda muitos sinais semelhantes que são definidos pelo contexto ou pela expressão facial/corporal e palavras simples que utilizam dois sinais ou vice-versa.
Além de tudo que foi descrito até aqui descobri ainda, nessa aula, que existe o dia do surdo, o qual é comemorado no dia 26 de setembro, aprovado pela LEI Nº 11.796 em 29 de outubro de 2001.
Logo, concluo que esta deve ser lembrada e respeitada por todos, pois os surdos são pessoas tão capazes quanto às ouvintes e esta língua é tão importante quanto o português.
Após o estudo do texto “A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais” de Dalla Zen e Trindade solicitada pela interdisciplina Linguagem e Educação, parei para pensar nas diferenciações que ocorrem na fala, na escrita e na leitura.
Neste a autora destaca que:
O discurso sofre controle externo e interno dentro de sistemas de apropriação, doutrinas e sociedades de discurso, sendo que as proibições podem ser sobre o assunto a ser explorado, a circunstância de fala, os sujeitos envolvidos, os comentários produzidos e a coerência da nossa identidade como autores, conforme regras aceitas como "verdadeiras" para produzi-los (Foucault, 1998).
Ou seja, não fala-se/escreve-se/lê-se sempre do mesmo jeito, porque na verdade o indivíduo adapta-se conforme as tradições, cultura, gírias, época.
Por exemplo, ao escrever uma cara a uma amiga ou em bate papo pelo MSN, não utilizamos formalidades, já em um trabalho acadêmico, o workshop, procuramos seguir as normas gramaticais, pontuação conforme o registro oficial.
Quanto à oralidade fazemos o uso das expressões corporais que ajudam muito a esclarecer a mensagem em que queremos passar aos ouvintes. Essa linguagem também sofre alterações perante o lugar ou ao determinado ouvinte.
Essas mudanças dependem também da época, por exemplo, algumas gírias empregadas antigamente, muitos jovens hoje não sabem o significado e vice-versa.
Lembro-me de um trabalho que realizei com a 4ª série do ensino fundamental de oito anos, onde os alunos pesquisaram, escreveram e criaram cartazes sobre a linguagem coloquial (a usada por eles) e a formal (conforme o registro oficial), além de destacarem gírias de antigamente e as atuais. Para finalizar o trabalho eles socializaram com a outra 4ª série existente na escola.
Portanto, com base no que foi descrito até aqui, ressalto que o processo da fala e leitura, estão em constante transformação, devido à cultura, as tradições da sociedade e como destacam as autoras “a escola enfrenta o desafio de incorporar ao currículo essas demandas sociais e culturais e de articular meios para responder a elas”.
BIBLIOGRAFIA:
ZEM, Maria Isabel Trindade; Lole Faviero Trindade. Leitura, escrita e oralidade como artefatos culturais. 2002.
Em nossas instituições educacionais hoje, ainda encontramos muitos preconceitos de gênero, etnia, etc., como, por exemplo, quando as crianças colocam apelidos maliciosos uns nos outros, chamando alguém de negrinho, pretinho, gordinho, seco, bujãozinho, cabelo de Bombril, ou quando recusa sentar ao lado de alguém...
Para acabar ou minimizar esta discriminação e preconceitos, precisamos trabalhar com o intuito de conscientizar nossos educandos de que em nosso país existem distintas culturas, etnias, histórias que devem ser respeitadas por todos os indivíduos.
Deste modo, estaremos atenuando estes preconceitos e discriminações, modificando então as relações entre os sujeitos, tornando a escola um espaço sócio interativo, onde formaremos cidadãos respeitam as diferenças.
Segundo Rita de Cássia Reckzugel Berch (Especialista em Tecnologia Assistiva) e Rosangela Machado (Coordenadora de Educação Especial) no vídeo “Atendimento Educacional Especializado – Deficiência Física”, esta (deficiência física) é uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano.
Assim sendo, a organização mundial da saúde nos traz três conceitos importantes:
DEFICIÊNCIA uma alteração da estrutura do funcionamento do corpo;
INCAPACIDADE impedimento ou dificuldade de exercer tarefas e funções necessárias no cotidiano.
DESVANTAGEM uma privação na participação social, uma participação social de prejuízo.
Conceitos esses que nos trouxeram um novo ponto de vista na compreensão da deficiência, ou seja, deixaram claro que deficiência não é sinônimo de incapacidade.
Portanto, acredito que o que nós educadores devemos fazer é oportunizar espaço de convivência, estimulo e aprendizagens, pois convivendo com crianças da sua idade o aluno que apresenta deficiência educacional especial, terá mais possibilidade de explorar o meio em que está inserido (afetos, músicas, espaço...). E é com essa convivência que venceremos o preconceito.
Logo, a escola regular precisa selecionar recursos e técnicas adequadas a cada tipo de comprometimento para desempenho das atividades escolares, por isso o atendimento educacional especializado faz uso da tecnologia assistiva direcionada a vida escolar do aluno.
Portanto, é também importante ressaltar que os recursos e serviços especializados não devem atuar de forma isolada, mas sim caminhar junto à organização escolar, ou seja, os alunos devem ter acesso ao currículo, mas um currículo que desafia todas as crianças, formando seres capazes de criar, pensar, agir e construir o conhecimento.
Olá Roberta, acredito que as maiores dificuldades foram na hora de elaborar as atividades a serem aplicadas, pois para nós professores ainda é muito nova essa visão de raças e etnias, onde o primeiro é nossa descendência, um grupo que é puro até o final, e o segundo é a mistura dessas raças, com costumes miscigenados das mesmas, formando uma nova etnia. Então, não podemos dizer que somos de determinada raça e sim que possuímos uma etnia, pois desde a colonização do Brasil já foi se formando outros povos, misturando-se e obtendo diferentes culturas.
Portanto, as aprendizagens são tanto dos alunos quanto nossa como educadoras.
Exemplo de atividade étnico-racial realizada com alunos do 1º ano do ensino fundamental de nove anos.Atividade